As empresas do setor de saneamento estão divididas entre serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos, como também de limpeza urbana, coleta e destinação do lixo, drenagem e manejo das águas pluviais. A adoção da metodologia BIM tem se destacado neste setor, e este artigo explora os benefícios do BIM para empresas de saneamento, com ênfase em cada fase do ciclo de vida integral do empreendimento, desde o planejamento até a operação e manutenção.
A metodologia BIM (Building Information Modeling) no setor de saneamento, tem sido amplamente utilizada, porque o BIM oferece soluções que transformam a forma como as empresas deste setor operam.
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Um dos principais benefícios do BIM é a eficiência em todo o ciclo de vida do empreendimento. Por meio de modelos tridimensionais detalhados e parametrizados, as equipes podem visualizar o projeto em sua totalidade, identificando problemas antes da etapa de construção, por exemplo.
Benefícios do BIM no ciclo de vida do empreendimento
Na etapa de Concepção e Planejamento, com o uso do BIM temos a possibilidade de desenvolver estudos de viabilidade através da análise de interferências e ter uma tomada de decisão antes de comprometer recursos.
Com o uso desta metodologia é possível, na etapa de Projeto realizar a extração de quantitativos, evitando desperdícios e promovendo práticas de construção mais sustentáveis. Essa eficiência não apenas reduz custos, aumenta a previsilidade do tempo de execução da obra (cronograma), mas também minimiza o impacto ambiental das obras, um fator cada vez mais relevante no contexto atual.
O trabalho colaborativo interdisciplinar é outro aspecto em que o BIM se destaca, sendo a colaboração um facilitador para uma comunicação mais assertiva entre os stakeholders do projeto, já na etapa de Construção. Facilita essa interação, garantindo que todos trabalhem com as mesmas informações em tempo real. Essa sinergia resulta em projetos mais integrados e de maior qualidade.

Após a conclusão do projeto, na etapa de Operação e Manutenção, o modelo BIM pode ser utilizado para a criação de gêmeos digitais de estações de tratamento, redes de distribuição ou esgotamento, etc. Através do gêmeo digital, é possível realizar a gestão de ativos, programando manutenções preventivas e atender oportunamente às tarefas corretivas que venham a ser necessárias, garantindo que as infraestruturas de saneamento operem de maneira eficiente ao longo de sua vida útil.

Desafios no cenário do Brasil para o setor de saneamento
No Brasil o estudo Diagnósticos Temáticos sobre a Prestação dos Serviços de Saneamento Básico realizado em 2022 (SNIS – Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), que tem como referência os dados coletados em 2021, revela que o país tem 753,2 mil km de redes de distribuição de água e 365 mil km de redes de esgotamento sanitário.
Com o aumento das redes de esgoto e abastecimento de água para alcançar a meta estabelecida no Marco Legal de Saneamento que tem como objetivo a universalização até 2033 do saneamento básico para que 99% da população tenha acesso a água potável e 90% ao tratamento e à coleta de esgoto, o BIM se torna um aliado para alcançar os resultados esperados.
A adoção do BIM no setor de saneamento traz benefícios significativos em cada fase do ciclo de vida do empreendimento. Desde a melhoria no planejamento até a eficiência na operação e manutenção, o BIM se estabelece como uma ferramenta indispensável para enfrentar os desafios deste setor.
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FAQ – Perguntas frequentes
BIM (Building Information Modeling) é uma metodologia baseada em modelos tridimensionais detalhados e parametrizados que centralizam todas as informações de um empreendimento em um único ambiente digital. No setor de saneamento, ela se aplica a projetos de abastecimento de água, redes de esgotamento sanitário, drenagem pluvial e limpeza urbana.
Por meio do BIM, equipes multidisciplinares conseguem visualizar o projeto em sua totalidade, identificar interferências antes da construção e tomar decisões mais embasadas em cada fase do ciclo de vida da infraestrutura.
Os principais benefícios do BIM para empresas de saneamento incluem:
- Planejamento mais preciso: estudos de viabilidade e análise de interferências antes de comprometer recursos.
- Redução de custos e desperdícios: extração de quantitativos na fase de projeto evita retrabalho e materiais em excesso.
- Maior previsibilidade de prazo: cronogramas mais confiáveis devido à integração das informações.
- Colaboração interdisciplinar: todos os stakeholders trabalham com as mesmas informações em tempo real.
- Gestão eficiente de ativos: criação de gêmeos digitais para manutenção preventiva e corretiva na fase de operação.
Na fase de operação e manutenção, o modelo BIM é utilizado para criar gêmeos digitais de estações de tratamento, redes de distribuição de água e redes de esgotamento sanitário. Esses gêmeos digitais funcionam como réplicas virtuais das infraestruturas físicas.
Com isso, as equipes conseguem programar manutenções preventivas com antecedência, responder com agilidade às manutenções corretivas e garantir que toda a infraestrutura opere com eficiência ao longo de sua vida útil, reduzindo interrupções no serviço prestado à população.
O Marco Legal de Saneamento estabelece que até 2033 o Brasil deve garantir acesso à água potável para 99% da população e tratamento e coleta de esgoto para 90%. Para alcançar essa meta, o país precisa expandir significativamente suas redes — atualmente com 753,2 mil km de distribuição de água e 365 mil km de esgotamento sanitário.
O BIM se torna um aliado estratégico nesse cenário porque permite planejar e executar grandes projetos de infraestrutura com mais eficiência, menos desperdício e maior controle de prazos e custos, acelerando a universalização do saneamento básico.
O BIM centraliza todas as informações do projeto em um modelo único e compartilhado, permitindo que engenheiros, projetistas, gestores e demais stakeholders trabalhem com os mesmos dados em tempo real. Isso elimina inconsistências causadas por versões desatualizadas de documentos e reduz falhas de comunicação entre disciplinas.
Na prática, essa colaboração interdisciplinar resulta em projetos mais integrados, com menos erros de compatibilização, maior qualidade na entrega e uma comunicação mais assertiva ao longo de todas as etapas do empreendimento.



