A sustentabilidade tem se tornado um dos principais focos para empresas dos setores de Arquitetura, Engenharia, Construção (AEC) e Manufatura, impulsionando o sucesso dos negócios. Nesse caminho, as empresas estão adotando práticas que promovem o uso consciente de materiais e processos sustentáveis que contribuem para o meio ambiente e os resultados corporativos e financeiros.
Além disso, líderes têm observado e mudado as perspectivas sobre as iniciativas de sustentabilidade, não como apenas uma obrigação, mas como uma oportunidade de maior desempenho para os negócios.
Inclusive, a pauta entra mais uma vez no relatório State of Design and Make 2025 da Autodesk, que reúne insights de líderes das empresas do setor para auxiliar na tomada de decisões estratégicas sobre os assuntos de hoje que estão moldando o futuro.
Mas o que mais podemos refletir a partir disso?
A sustentabilidade nas organizações
Na edição de 2024, o levantamento mostrou que 97% das empresas tomaram medidas para melhorar a sustentabilidade, o que representa a preocupação e um novo olhar dos executivos sobre o tema. Esse movimento reflete um consenso claro entre os setores sobre a relevância da sustentabilidade. A Inteligência Artificial (IA), em particular, mostrou-se promissora na fase conceitual de projetos e produtos, onde a maior parte dos impactos ambientais é definida.
Arquitetos, por exemplo, estão usando a tecnologia para analisar parâmetros como tráfego, poluição sonora e calor urbano antes mesmo de iniciar as obras, o que permite otimizar decisões e mitigar impactos.
Na edição de 2025, o relatório State of Design and Make 2025 da Autodesk mostra que a percepção dos líderes está mudando. A sustentabilidade, antes vista como uma exigência a cumprir, passa a ser reconhecida como uma oportunidade concreta de elevar o desempenho das organizações.
O estudo revela que 72% dos líderes empresariais acreditam que as medidas de sustentabilidade podem gerar mais de 5% de sua receita anual. Isso revela que o número se manteve relativamente forte em comparação com 2024 (79%).
Uma mudança de paradigma para o caminho da sustentabilidade
A maioria dos profissionais já enxergavam suas empresas como verdadeiras líderes em práticas sustentáveis. O que antes era visto como um desafio, agora é interpretado como orgulho dentro das corporações.
Muitos líderes empresariais passaram a reconhecer os esforços de sustentabilidade, não apenas como uma exigência regulatória ou social, mas como uma vantagem estratégica que beneficia tanto a imagem quanto a competitividade das organizações.
As organizações estão incorporando as ações de sustentabilidade nas estratégias de longo prazo. As empresas com maturidade digital estão em vantagem quando se trata em colher os benefícios de sustentabilidade, sendo que:
- Longo prazo: 85% das organizações digitalmentem maduras veem benefícios de longo prazo com a sustentabilidade;
- Curto prazo: 74% das organizações digitalmente maduras veem benefícios de curto prazo.
Os principais motivadores
A visão de que a sustentabilidade era uma preocupação predominantemente impulsionada por regulamentos governamentais tinha ficado para trás. Hoje, clientes, colaboradores e investidores assumiram um papel de destaque como os principais agentes para que as empresas adotem práticas mais sustentáveis.
Em 2024, pouco mais de quatro em cada cinco líderes afirmaram sentir uma pressão crescente por parte de clientes, colaboradores e investidores para melhorar seu desempenho sustentável. Esse sentimento de urgência se refletia nas falas de diversos especialistas que apontavam para um cenário onde a sustentabilidade não era apenas um diferencial competitivo, mas uma exigência do mercado e da sociedade.
Quando olhamos para o ano de 2025, a influência parece diminuir. O relatório State of Design & Make da Autodesk aponta que 72% dos líderes afirmam que as iniciativas de sustentabilidade foram influenciadas pelos clientes, em comparação com 83% em 2024. Entretanto, todos os esforços para essa pauta continuam presentes e firmes, uma vez que as empresas estão implementando mudanças para se tornarem mais sustentáveis.
Sustentabilidade e seu valor para a saúde dos negócios
Um crescente número de líderes e especialistas reconhece os benefícios econômicos diretos das ações de sustentabilidade, apontando para uma conexão clara entre as práticas e o sucesso comercial.
Para ter uma comparação, 74% dos líderes afirmam que aumentarão seus investimentos em sustentabilidade ambiental, em comparação com apenas 52% em empresas menos digitalmente, como aponta o relatório.
Esse aumento na percepção positiva da sustentabilidade como um ativo para os negócios vai além de melhorias na reputação das empresas junto a clientes e funcionários. Embora a imagem corporativa e a atração de talentos continuem sendo fatores importantes, as iniciativas sustentáveis oferecem benefícios tangíveis, como:
- Redução de custos operacionais: menor consumo de energia e materiais, o que impacta diretamente as despesas das empresas;
- Eficiência de recursos: o uso otimizado de insumos e a diminuição de desperdícios ajudam a melhorar as margens operacionais.
- Atração de talentos: profissionais qualificados mais jovens demonstram interesse em ingressar em organizações avançadas com a tecnologia e comprometidas com a construção de um futuro melhor.
Esses números demonstram que, longe de ser um custo, a sustentabilidade continua sendo posicionada como um fator estratégico que impulsiona a lucratividade e a competitividade no mercado atual.
O caminho para a sustentabilidade depende de uma mudança cultural nas empresas, onde inovação e responsabilidade ambiental andam de mãos dadas.
Gostou do conteúdo? Veja o relatório State of Design & Make 2025 da Autodesk na íntegra e fique por dentro de todos os insights!
FAQ – Perguntas frequentes
Nos setores de Arquitetura, Engenharia, Construção (AEC) e Manufatura, sustentabilidade vai além do descarte correto de resíduos. Envolve o uso consciente de materiais durante o projeto, a otimização de processos produtivos para reduzir consumo energético e a análise de impacto ambiental ainda na fase conceitual, antes mesmo de qualquer obra ou produção começar.
Ferramentas digitais, como softwares de modelagem BIM e Inteligência Artificial, permitem que arquitetos e engenheiros simulem variáveis como poluição sonora, tráfego e calor urbano durante o planejamento, antecipando decisões que antes só eram percebidas na execução.
Sim. Segundo o relatório State of Design & Make 2025, da Autodesk, 72% dos líderes empresariais acreditam que suas iniciativas de sustentabilidade podem gerar mais de 5% da receita anual da empresa.
Além do impacto direto na receita, práticas sustentáveis reduzem custos operacionais por meio do menor consumo de energia e materiais, melhoram margens com uso otimizado de insumos e diminuem desperdícios. Empresas com maior maturidade digital colhem esses benefícios com mais intensidade, com 85% relatando ganhos de longo prazo e 74% já observando retornos no curto prazo.
A pressão regulatória deixou de ser o principal fator e abriu espaço para três agentes de maior influência: clientes, colaboradores e investidores.
Em 2024, mais de 80% dos líderes relatavam pressão crescente desses grupos. Em 2025, esse número recuou para 72% em relação aos clientes, mas os esforços continuam. Isso indica que a sustentabilidade passou a ser incorporada nas decisões de gestão como parte da competitividade das organizações.
A maturidade digital influencia diretamente a capacidade de implementar e medir iniciativas de sustentabilidade. Empresas com uso de plataformas integradas, BIM e análise de dados conseguem operar com maior eficiência.
Segundo a Autodesk, essas empresas investem até 74% mais em sustentabilidade ambiental. A Inteligência Artificial também contribui principalmente na fase conceitual, permitindo avaliar impactos e otimizar decisões antes da execução.
O ponto inicial é tratar sustentabilidade como um fator de desempenho, não apenas como obrigação.
Na prática, isso envolve três frentes:
- integrar critérios ambientais desde a fase de concepção de projetos e produtos
- usar tecnologia para medir e otimizar consumo de recursos
- alinhar a comunicação interna para engajar colaboradores
Empresas que aplicam essas ações fortalecem sua reputação, atraem talentos e melhoram seu posicionamento em processos competitivos.



