
Neste episódio, os hosts Júlio Ribeiro e Lucas Tafarello receberam André Pita, engenheiro civil, sócio e diretor comercial da Catter Engenharia, para uma conversa direta sobre o uso de inteligência artificial na engenharia de infraestrutura. O papo passou pela maturidade do setor, pelas aplicações que já entregam resultado e pelo que ainda precisa acontecer antes de qualquer empresa apertar o acelerador em automação.
Sobre o convidado
André Pita é engenheiro civil com mais de 20 anos de experiência em projetos de infraestrutura de transporte, com foco em pavimentação, reabilitação de estruturas rodoviárias e aeroportuárias e coordenação de projetos multidisciplinares no Brasil e no exterior. É sócio-fundador da Catter Engenharia, empresa que completa 10 anos em 2026.
Destaques do episódio
A engenharia não está pronta para IA
O setor de engenharia de infraestrutura no Brasil ainda está longe da maturidade para usar IA com consistência, e o motivo é anterior à tecnologia: quase nenhuma empresa coleta dados de forma sistemática. Decisões baseadas em sentimento, sem registro de horas por documento, por disciplina, por tipo de serviço. Sem essa base, automatizar só acelera o que já está errado. O episódio discute por que a cultura de coleta de informação precisa vir antes de qualquer agente ou ferramenta mais sofisticada.
De dois dias para 15 minutos: onde a IA já entrega na engenharia
A conversa também passa pelas aplicações de IA que já rodam com resultado concreto dentro de uma empresa de projetos, partindo de casos simples e deliberadamente escolhidos por terem alto impacto com baixo esforço de implantação. O critério de priorização e os processos onde a automação já se mostrou viável são parte central desse bloco.
O que muda no perfil do engenheiro com o avanço da IA
O episódio fecha com uma discussão sobre como a IA está redefinindo o perfil profissional que as empresas buscam, o que muda na lógica de contratação e quais transformações estão no horizonte próximo para ferramentas de projeto como Civil 3D e AutoCAD. A pergunta central é o que separa os profissionais e empresas que vão sair na frente dos que vão ficar observando.


