
No décimo episódio do I Love BIM Cast, falamos sobre a evolução da sustentabilidade na construção civil, porém, indo além da estética “verde” para abordar o propósito e o impacto real das organizações na sociedade. Para discutir como a tecnologia e a agenda ESG redesenham o mercado, recebemos duas especialistas do Centro de Tecnologia de Edificações (CTE).
Sobre as convidadas
Márcia Menezes é arquiteta, urbanista e mestre em Engenharia de Produção. Atua como Diretora da Unidade de Tecnologia do CTE, com experiência internacional em gestão ambiental e qualidade no Reino Unido e na Alemanha.
Myriam Tschiptschin é Gerente da Unidade de Smart Cities e Infraestrutura Sustentável do CTE. Também arquiteta e urbanista, é mestre em Planejamento Urbano e Regional e especialista em novas tecnologias aplicadas às cidades, possuindo a certificação LEED® Accredited Professional desde 2011.
Destaques do episódio
Sustentabilidade como adaptação climática
A sustentabilidade moderna é dividida em dois eixos centrais: pessoas (focando em qualidade de vida e inclusão) e meio ambiente. No eixo ambiental, as especialistas ressaltam a importância da adaptação, que prepara as infraestruturas para não sofrerem com os desastres climáticos já existentes, em vez de apenas buscarem a resiliência. O debate destaca como negócios e construções devem ser projetados para sobreviver e operar em um cenário de clima mais quente e extremo.
O impacto econômico da agenda ESG
O ESG (Environmental, Social, and Governance) está diretamente vinculado à lucratividade e à gestão de riscos financeiros. Com a regulamentação do mercado de carbono e a norma CVM 193, as empresas brasileiras passarão a ser obrigadas a relatar os impactos financeiros relacionados a questões climáticas. Além disso, o cumprimento de metas sustentáveis e certificações facilita o acesso a financiamentos e linhas de crédito verde com taxas reduzidas, como o Ecoinvest.
Cidades inteligentes: high-tech vs. low-tech
O conceito de Smart Cities deve ser transversal e focado na tecnologia como meio para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O episódio destaca que, além das soluções High-tech (como sensores de bueiros e gestão de resíduos por Big Data), o futuro exige soluções Low-tech. Isso inclui a infraestrutura verde, jardins de chuva para drenagem urbana e a criação de fazendas urbanas para produção local de alimentos, reduzindo a pegada de carbono do transporte.
